PM impede roubo em fábrica de sorvete, ameaça imprensa e prende jornalista
Dois jornalistas do Rondoniagora sofreram ameaças de prisão, uma delas consumada contra a repórter Juliana Martins, no exercício de suas atividades profissionais. Ela questionava porque jornalistas de emissoras de TV tinham tratamento privilegiado, podendo registrar as imagens que quisessem. Os demais jornalistas eram afastados, em um claro privilégio aos programas em que os próprios policiais são personagens.
Juliana foi acusada e presa pelo policial Johnes Roger Pereira Gusmão, da turma de 2006 da PM rondoniense porque virou as costas e criticou a ação para afastar a imprensa. Ela foi acusada de desacato, não sem antes o corporativismo imperar no local da ocorrência de roubo.

Ah, é claro. Prender jornalista inteligente e formada em curso superior, alguém que sabe escrever e falar diante das câmeras, pode, não é?
O que não pode é prender e (nem mesmo) se sentir acuado diante de dublês de repórteres de programas policiais que mais parecem ter saído de algum filme do Tim Burton. Além de feios, medonhos e com uma aparência risível, ainda atuam como se estivessem numa sórdida brincadeira, praticamente rindo (e ganhando fama) da desgraça alheia.
Pior é ter que ver e ouvir as vozes deprimentes e as falas cada vez mais imbecis não só destes ditos ‘repórteres’, mas também conferir uma atuação cada vez mais circense de alguns policiais e oficiais de viatura, que de alguma forma, querem se tornar alguma espécie de ‘celebridades’ do mundo do crime.
Francamente, viu?
Isso merece não somente uma intervenção obrigatória do Sinjor, mas uma avaliação dura e imediata do Alto Comando da PM e, principalmente, do Ministério Público.
Já basta desta palhaçada de alguns semi-analfabetos travestidos de ‘guardiões da segurança pública’.
Fica aqui meu protesto revoltado com alguns desses apalermados de farda e boina e com alguns ‘palhaços sem graça’ do noticiário policial.