Banzeiro pode levar a fechamento do Porto Graneleiro
Refluxo no Rio Madeira em Porto Velho, conhecido por ‘Banzeiro’ poderá levar a capitania dos Portos a determinar o lacre do Porto Graneleiro, às margens do rio. Informações preliminares de técnicos do Porto dão conta de que o refluxo pode ser ocasionado pela abertura de comportas na Usina de Santo Antônio, em construção.
A Capitania dos Portos, entretanto, até o fechamento desta edição, ainda não havia emitido laudo técnico que confirmasse esta hipótese. São inúmeros os problemas causados pelo banzeiro, que lembra um pouco o Fenômeno da Pororoca no Rio Amazonas.
As águas do Rio Madeira, segundo o técnico portuário, João Alexandre, descem hoje numa velocidade muito superior a pior época de chuvas e retornam nas margens. Com isso, as balsas permanecem em constante movimento, sem condições de receber cargas, se chocam com o barranco, em seguida se afasta repetida vezes, provocando uma espécie de erosão. O nível das águas está bem elevado.
O balseiro Sergio Vaz conta que ficou atracado nesta quinta (17) o dia inteiro, sem poder embarcar um volume correspondente a 25 carretas de arroz, milho, feijão e açúcar. A consequência é o desabastecimento da cidade de Manaus para onde vai a maior parte dessas mercadorias. A exportação de soja pelo Rio Amazonas também deverá ficar prejudicada.
Segundo os técnicos do porto, concretizado o lacre, pelo menos 370 carretas ficarão encalhadas todos os dias. Eles não sabem informar quanto tempo levará para fazer os reparos necessários com adequação ao volume de água registrado nos ultimo dias.
Numa previsão mais otimista para solução do problema, em 10 dias, serão 3.700 (três mil e setecentas) carretas, aguardando na cidade, às margens da BR 364, em postos de combustíveis, encalhadas, o que transformará a região de Porto Velho num caos.
Além das dificuldades detectadas, toda a estrutura da rampa do porto foi comprometida e pode desabar a qualquer momento, segundo os técnicos. Para evitar danos maiores, é que foi tomada a decisão de lacrar o porto, de acordo com o advogado da empresa, Francisco Junior.
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Não se pode esperar muita ‘consideração’ por parte deste consórcio que tem, em sua logomarca, o símbolo do Infinito, não?





























